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Conversar sobre a guerra com crianças

Conversar sobre a guerra com crianças
2 Março, 2022

Conversar sobre a guerra com crianças

Perguntas e respostas para pais e cuidadores de crianças e jovens

As notícias, as imagens e as conversas sobre a guerra estão por todo o lado.

As crianças e os jovens perguntam-se e perguntam sobre o que significam.
Os adultos questionam-se sobre o que lhes dizer e como comunicar acerca do assunto.

A guerra pode afectar profundamente as crianças/jovens – a forma como pensam e sentem.
Mesmo quando acontece a milhares de quilómetros de distância, pode colocar em causa a sua necessidade de ver o mundo como um lugar seguro e previsível.

Os Pais e Educadores desejam protegê-los, mas simultaneamente encorajá-los a serem curiosos e experienciarem o mundo. Queremos que valorizem formas pacíficas de resolver os problemas e os conflitos e que descubram o que podem fazer para ajudar a transformar o mundo num lugar melhor.

A melhor forma de o fazermos é disponibilizarmo-nos para escutar as suas preocupações, conversar e responder às suas questões.

PORQUE É IMPORTANTE CONVERSAR SOBRE A GUERRA?

Felizmente, a maior parte das crianças e jovens vivem em ambientes não violentos. No entanto, isso não significa que os Pais e Educadores não devam conversar com eles/as sobre violência, conflitos violentos, guerra e processos de paz.

Na realidade, as crianças e jovens, ainda que remotamente, são, desde muito cedo, expostas, directa ou indirectamente, a situações e acontecimentos violentos (por exemplo, através do que ouvem e vêem nos meios de comunicação social). A maior parte das crianças, mesmo em idade pré-escolar, apercebe-se do que se passa à sua volta e absorve informações de conversas entre adultos ou de notícias que vêem na televisão sobre situações como a guerra.

Se, para os adultos, a guerra é assustadora, para as crianças e os jovens (que, muitas vezes, nem compreendem bem o que está a acontecer), pode ser aterrorizador.

Quando as crianças/jovens vêem imagens de países em guerra na televisão, de crianças refugiadas, de pessoas feridas ou de valas comuns, podem sentir medo, dor ou confusão.

Por isso, desde muito cedo, é importante conversar com as crianças e os jovens sobre a guerra, dando-lhes informação apropriada à sua idade, capacidade de compreensão e experiências, e assegurando-lhes que se podem sentir seguras e protegidas.

Não. O essencial é escutarmos a criança/jovem e responder-lhe de forma sensível, procurando apoiá-la naquilo que está a pensar e a sentir. Por muito que conversar sobre violência, conflitos e guerra possa ser assustador e gerar dos, é ainda mais assustador pensar que ninguém pode falar connosco sobre esses sentimentos.
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A guerra não é fácil de compreender ou aceitar, mesmo para os adultos. Afinal, a violência contrasta diretamente com as mensagens de respeito, bondade, paz e compaixão que os adultos repetem constantemente às crianças/jovens. Mas, as crianças e os jovens compreendem o que é o sofrimento. Mesmo que, sobretudo para as crianças mais novas, seja difícil compreender ideias abstratas, muitas vezes, encontram analogias na sua própria experiência que lhes permitem compreender a ideia de uma guerra.

Perante uma guerra, é natural que as crianças/jovens possam sentir-se confusas, perturbadas, ansiosas, assustadas, preocupadas ou tristes. Podem recear pela sua segurança e a da sua família e amigos. Podem revelar alterações nos padrões de sono (por exemplo, ter pesadelos, dificuldade em adormecer ou acordar mais cedo do que o habitual), no comportamento, perder o apetite ou manifestar dificuldades em manter a atenção e concentração.
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As crianças e jovens podem colocar-nos perguntas complexas, para as quais não existem respostas claras ou diretas. Podemos sempre explicar que pessoas diferentes pensam sobre essas questões de formas diferentes e que não existe uma resposta única – é importante que as crianças e os jovens saibam que existem diferentes perspetivas de ver e compreender um conflito. Podemos também devolver-lhes as perguntas: “O que é que tu achas?”.
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A guerra, como outras crises, e mesmo tratando-se de uma situação limite, pode ser abordada no sentido de se procurarem oportunidades de aprendizagem e crescimento. Podemos, por exemplo, educar para a não violência, ajudando as crianças/jovens a interiorizar a ideia de que os problemas e os conflitos podem ser resolvidos de forma pacífica e ajudando-os a aprender como fazê-lo.
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Consulte o documento completo: “CONVERSAR SOBRE A GUERRA. Perguntas e respostas para pais e cuidadores de crianças e jovens” da Ordem dos Psicólogos.


Kids and Teens – Clínica de especialidades pediátricas, Lisboa

 

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